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O Conformismo do Subdesempenho Satisfatório

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A melhor definição para subdesempenho satisfatório é trata-lo como uma patologia onde condutores de uma organização, que pode ser privada ou pública, iludidos pelo possível sucesso dela, não percebem um subdesempenho presente que pode leva-la a resultados desastrosos no futuro. Ou pior, podem ser percebidos, mas desprezados.

Tendo em vista o cenário político-econômico-institucional vigente no Brasil existe um agravante que é o conformismo do subdesempenho, uma vez que o Brasil está acometido de profundos problemas, pelos quais as organizações públicas e privadas costumam mostrar preocupação, mas sem se ocupar efetivamente daqueles que não receberam a devida atenção.

Entende-se totalmente pertinente ao atual Governo Federal e aos seus antecessores que não reconhecem os sintomas do subdesempenho satisfatório, e muito menos que o ganho que o Brasil experimentou entre 2003 e 2007 foi resultante dos ventos favoráveis que a economia mundial trouxe ao Brasil.

O “nunca antes neste País” é emblemático de uma visão que, além de difícil comprovação, volta-se para o passado e um país ainda em construção, com pouco mais de 60 anos de liberdades democráticas ao longo de mais de 118 anos de regime republicano (os demais foram marcados por regimes de exceção), e já carente devárias reformas.

O que deve sempre prevalecer é o presente e o futuro, comparando-se o Brasil com nações efetivamente bem-sucedidas, grupo este ao qual não pertencemos.

A fim de se comprovar a tese do conformismo com o subdesempenho satisfatório, recorre-se a uma análise tradicional que sempre é relevada. Para fugir da banalidade, apresenta-se na Tabela a seguir a posição do Brasil diante de um conjunto de indicadores internacionais.

Dos indicadores acima listados, os piores são os indicadores sociais, tais como PIB per capita, IDH, Mortalidade Infantil, Expectativa de Vida, e os Educacionais. Explicita-se que, sem aumentar a taxa de investimentos em capital fixo não será possível sair desse subdesempenho satisfatório e o Brasil será sempre e sempre e sempre o país do futuro. Mas, com um futuro bastante nebuloso e já comprometido com a subjetividade.

Portanto, utilizando uma expressão em voga atualmente, deixemos de mimimis e encaremos a realidade.

Com o quadro atual, que vai da preanunciada lista do Janot até a análise pelo TSE da cassação ou não do presidente de plantão, é só mimimi e nada de ações concretas.

Só há uma alternativa: passar o Brasil a limpo utilizando-se a CIDADANIA!!!!!

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