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O intrincado cenário nacional

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O cenário inicial mostra que temos 13,5 milhões de desempregado (quase a população da cidade de São Paulo!!!), cerca de 100 milhões de ações trabalhistas tramitando, o que representa quase 2,2 processos/habitante, e recorrentes esforços políticos-institucionais-judiciais na direção do não esforço para que mudanças importantes aconteçam.

Com senadores, deputados, o presidente da câmara federal, o presidente do senado federal, ministros, governadores e outros atores que já desempenharam cargos públicos com indiciamento em inquéritos abertos pelo Ministério Público Federal, qualquer reforma pretendida pelo governo federal de plantão carece de legitimidade para um resultado razoável, e desta forma o Brasil perde quase toda a sua capacidade operacional.

Estão apresentadas para análise dos parlamentares duas reformas absolutamente necessárias: a da legislação trabalhista e a da legislação previdenciária.

Por outro lado, há um processo em julgamento no Tribunal Superior Eleitoral sobre a cassação da chapa Dilma-Temer vencedora das eleições de 2014. Esse julgamento, que pela morosidade do judiciário, vem após três anos da referida eleição. Caso prospere a ação de cassação, estar-se-á impedindo Dilma de se candidatar a qualquer cargo eletivo, o que já deveria ter acontecido quando do seu impeachment (só não aconteceu por uma chicana do ministro Lewandovski), e retirar Temer do poder. O resultado seria uma eleição pelo Congresso (com que moral, se 21 senadores e cerca de 40 deputados federais estão denunciados??) para escolher um substituto. Seria crível, nessa situação, ser escolhido alguém melhor do que Temer??!! (sem que este articulista o veja como o melhor!!).

Acrescente-se a isto as delações da Odebrecht que demonstram, sem deixar qualquer dúvida, que houve um conluio com as autoridades, e que essa empresa usurpou o poder do executivo.

Há, também, a provável delação do Palocci que promete, novamente, abalar as estruturas governamentais em todos os níveis.

Tudo isso, junto e misturado, não nos dá nenhuma garantia de que os responsáveis pelas decisões possam oferecer condições para maiores investimentos, produção, avanço tecnológico, competitividade, diminuição do desemprego, e consequente desenvolvimento econômico sustentado.

Em todos os níveis da administração pública, com o cenário aqui detalhado, sobram poucas possibilidades para gerar credibilidade, o que se transformaria num razoável nível de previsibilidade para o empreendedorismo e/ou para o planejamento pessoal.

Há sinais indisfarçáveis de que deputados e senadores tendem a estar muito mais preocupados em salvar a própria pela, e desta forma embaralhar o jogo para que o status quo permaneça, do que se debruçarem sobre projetos e reformas que tirariam o Brasil da condição da inanição.

A sobrevivência do nosso País se dá, única e exclusivamente, pelo esforço individual e coletivo daqueles que, ainda empregados, continuam produzindo, e desta forma mantendo a fundamentação da vida em sociedade.

Destarte, o restante é desordem jurídica e ausência de autoridade governamental.

Escrevo isso no dia 21/04/17, comemorativo a alguém que se insurgiu contra o status quo reinante em sua época.

Que Deus nos proteja!!!!!

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