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O Brasil de ontem, de hoje e do futuro

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Acredito que a estrofe do nosso hino nacional já diz tudo: deitado em berço esplêndido, ao som do mar e a luz do céu profundo!

A corrupção está entranhada na nossa sociedade desde o dia 22/04/1500, uma vez que as três naus que aqui aportaram só traziam a escória de Portugal. Antecipo que nada tenho contra os portugueses, que por sinal, estão indo muito bem na economia e no bem-estar da população, tanto é assim que tem atraído muitos brasileiros para fixarem residência em seu território.

O Brasil passa por um dos piores momentos de falta de ética, que envolve de maneira geral todos os partidos políticos. Alie-se a isto a falta de conhecimento dos princípios da administração pública por grande parte dos gestores públicos. Este cenário exige um    comprometimento de todos os atores da sociedade na busca de retirar parte significativa da população brasileira do estado de letargia na participação da cidadania.

Eu tenho algumas crenças das quais jamais me distanciei em nome de exemplos que procuro passar durante as minhas aulas, as quais procurarei brevemente destacar a seguir, crenças estas não religiosas, pois isto é um espaço da vida privada de cada um, mas, sim, uma fé racional como atitudes diante da vida.

Creio no bem, apesar desta minha crença sofrer sem se abalar com demonstrações de que ela não representa realidade concretas para tudo e para todos. Acredito no bem, mesmo sendo algo intangível, porque ele deve ser a energia positiva e propulsora que permeia todo o processo civilizatório, que nos conduziu na quebra de paradigmas de eras de enormes tiranias para a era dos corretos direitos humanos, da democracia, mesmo que ainda imperfeita, da busca pela indispensável dignidade humana. O bem é o ato de se recusar a passar os outros para trás, dos bons sentimentos representados pelo bem-querer de uns para com os outros. Mas este bem que lhes falo não é aquele protocolar, que não perde o vinco e nem desmancha o penteado, mas, sim, aquele que não sacrifica a alegria de viver, que se amassa e se descabela. Aquele que acredita como Fernando Sabino que no final tudo acaba bem,  se ainda não está bem, é porque não chegou ao fim.

Por menos que seja o nosso papel na sociedade, devemos desempenhá-lo com eficiência, eficácia e efetividade. Um grande segredo de nossa existência é fazer muito bem a parte que nos toca. Com o passar do tempo estou acreditando cada vez mais no curso da história que nos trará, sem dúvida, um futuro de delicadeza e uma maior e melhor distribuição da riqueza para uma progressiva inclusão social dos atuais excluídos.

Creio no amor. O que vale a vida são nossos afetos. Creio no amor próprio, que dá paz e segurança nos caminhos da vida. Creio no amor ao próximo na benção que é o sentimento de fraternidade. Gostar das pessoas como atitude padrão. Sejamos generosos. No balanço final da vida, a gente é julgado pelo que faz de graça, por amor e com paixão, e desejo a cada um que ler este artigo que encontre o amor como foi imortalizado por Jorge Luiz Borges nessa linda declaração: “Estar com você ou não estar com você é a medida do meu tempo”. Creio na tolerância. O mundo contemporâneo é feito de pluralismo e diversidade. Há muitos projetos de vida legítimos. Há múltiplas raças, religiões, ideologias.

Não falo aqui de um relativismo moral, que não tenha uma ideia do que é bom, certo e justo. Não estejamos ao sabor dos ventos ou á mercê de aventureiros. Falo da rejeição ao perfeccionismo moral, que acha que deve universalizar e impor os próprios valores, os seus projetos de vida, como se fossem os únicos. Não creio em verdades absolutas, em dogmas que não podem ser questionados. Creio na razão, na capacidade de compreender e justificar fenômenos e ações.

Eu creio honesta e sinceramente na igualdade das pessoas. A vida me tem provado submetidas ás mesmas condições, aos mesmos estímulos ou ás mesmas pressões, as pessoas tendem a reagir da mesma forma. São iguais na sua humanidade, nos seus medos, nas suas falhas e nas suas virtudes.

Apesar de todas as minhas sinceras e honestas crenças, não acredito mais na possibilidade de termos um Brasil próspero, igualitário, economicamente forte porque a corrupção é endêmica e povo cada vez mais desinformado esperando por um messias que se encontra preso por condenação em segunda estância.

Por outro lado, a maioria da população que vota não tem o necessário e suficiente discernimento para votar. Claro que é muito importante a eleição de um novo presidente da república. Seja ele quem for, mesmo que fosse o bendito Papa Francisco, ele não conseguirá administrar esse país com o congresso e o judiciário que temos.

Não tenho vergonha em afirmar que esta eleição que se aproxima, em nada vai mudar o Brasil porque muitos dos seus congressistas se reelegerão pela falta de educação e cultura do nosso povo. A nossa economia se deteriora a cada dia que passa.

Nenhum empresário idôneo fará qualquer investimento para que diminua a massa de 13 milhões de desempregados e isso só aumentará a criminalidade.

Enquanto o STF continuar soltando políticos desaforadamente e comprovadamente ladrões não resta esperança porque até o STF está aparelhado para contribuir para aumentar a miséria do povo. Um órgão que foi criado para ser o guardião da constituição, e não vou entrar aqui no mérito se a CF é boa ou não, se tornou guardião dos políticos larápios que continuam vivendo numa boa e serão muitos deles reeleitos pela conivência dos juízes do STF que decidem monocraticamente como se existissem várias modalidades de uma mesma lei. O Brasil continuará a ser um país do futuro que dificilmente chegará com boas novas para o seu povo.

Para terminar, cito aqui um trecho de um dos melhores livros que li até hoje (Renovando Atitudes): “No universo nada existe que não tenha razão de ser. Tudo aquilo que parece desastroso e negativo em nossa existência, nada mais é que a vida articulando caminhos, para que possamos chegar onde estão os nossos reais anseios de progresso, felicidade e prazer”.

Prof. Msc Mario Pascarelli Filho

Diretor Gerente da Mario Pascarelli Consultoria

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