Início Artigos Aceleração do conhecimento versus banalização do conhecimento

Aceleração do conhecimento versus banalização do conhecimento

COMPARTILHAR

Para se tornar competitivo no cenário global o Brasil deveria ter crescido nas duas últimas décadas a razão mínima de 4,5% ao ano, mas crescemos tímidos 2,0% em média a cada ano.

O mundo globalizado tem oferecido as melhores oportunidades para que os países subdesenvolvidos se tornem emergentes, e estes possam crescer e melhorar definitivamente a massacrante e injusta distribuição de renda interna.

As organizações são constituídas como realidades sociais, incorporando novos atores independentemente da posição social que ocupam. A sua capacidade de intervir de maneira criativa e eficiente na realidade social não depende apenas das habilidades dos atores sociais nelas envolvidos em compreender situações diversas, mas também da sua competência de gerar e apropriar conhecimentos que possibilitem encaminhar soluções adequadas a essa realidade.
O ato de definir prioridades, por exemplo, pode ser influenciado por fatores, não explicitamente revelados, muitas vezes vinculados a projetos pessoais voltados para uma carreira política que depende de reeleições sucessivas. Com efeito, a visibilidade de certos empreendimentos pode significar um maior apelo e potencial de marketing eleitoral, interferindo em seu favor na relação das prioridades.
As sociedades de países chamados de emergentes, como o Brasil, se caracterizam pela convivência do tradicional com o moderno, gerando ambientação onde administração pública assume forte nuance de patrimonialismo, clientelismo, corporativismo, nepotismo, quando não do ainda presente coronelismo. Estas manifestações de uma cultura política considerada ultrapassada convivem em equilíbrio dinâmico com os símbolos, instrumentos, tecnologias, doutrinas de gestão e instituições da administração contemporânea das sociedades globalizadas. Nesses países, os processos políticos por vezes sofrem transformações abruptas quando os períodos de regime democrático alternam sua presença com recorrentes governos autoritários ou ditatoriais, de origem institucional militar ou de caudilhismo civil, interferindo diretamente nas políticas de desenvolvimento, planejamento e gestão.
A complexidade dos problemas sociais exige vários olhares, diversas abordagens, unindo saberes e práticas para o entendimento e a construção integrada de soluções que envolvam ao máximo a transversalidade, privilegiando os interesses coletivos, garantindo-se assim à população uma vida com maior qualidade.

Para que soluções sejam, ao máximo, transversais há a indispensável necessidade de cultura e educação, o que somadas levam à gestão do conhecimento.

No entanto, o que se denota, por estatísticas recentes e declarações de muitos jovens, é o distanciamento em progressão geométrica das ações que marcaram indelevelmente o crescimento das nações nos últimos cinqüenta anos, ou seja, um sistema educacional adequado que desperte o interesse do aluno em permanecer na escola.

O principal motivo para a evasão escolar no Brasil é embasado no fato de que os alunos não vislumbram oportunidades a médio e longo prazo que os façam ter amor pelo estudo.

Por outro lado, o que se nota na sociedade como um todo, em especial na mídia impressa, falada e televisiva é a extrema importância que se dá para temas banais, mas que vendem os espaços na mídia, tais como fofocas dos bastidores políticos, de artistas e de jogadores de futebol.

Mesmo quando a mídia vai mais fundo, como em casos de crimes hediondos e acidentes, ela não é conclusiva, levantando poeira e deixando-a assentar.

Não se encontra nos caros espaços da mídia oportunidades para serem apresentados artigos de qualidade e profundidade voltados para o desenvolvimento pessoal, para a educação e para a cultura.

Não temos uma premiação, por exemplo, para os melhores cursos de graduação e de pós-graduação, ficando mais fácil revistas especializadas organizarem rankings, que na maioria dos casos deles participa somente quem paga contínuas inserções comerciais nos veículos.

A mínima importância que se dá para a educação no Brasil tem como caixa de reverberação o próprio governo federal que troca de ministro da educação como trocamos de roupa; no caso atual, há a possibilidade de irmos para o quarto ministro em quatro anos de governo. Não há programa e/ou planejamento de longo prazo que resista a tantas mudanças de ministros como temos no Brasil.

Isso se dá porque a visão é a da banalização do conhecimento, pois não há dúvida alguma que, se a educação for universalizada para os vinte e um milhões de brasileiros votantes que formam 50% da população que, apesar de todos os programas sociais que “dão o peixe, mas não ensinam a pescar” apresentados nos últimos doze anos no Brasil, ainda vivem abaixo da linha da pobreza, muito político jamais se elegeria.

Não há como acelerar o desenvolvimento sem acelerar a aquisição de conhecimento.

Prof. Msc Mario Pascarelli Filho

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here